Os perigos de abastecer o tanque ao máximo: alertas de especialistas
Evite abastecer até a boca para proteger o veículo, reduzir poluição e riscos à saúde.
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Durante cada visita ao posto de combustíveis, muitos motoristas se veem diante de uma escolha comum: permitir que a bomba desligue automaticamente ou tentar encher o tanque ao máximo. Apesar da impressão de que encher até a boca pode trazer mais vantagens, essa prática pode resultar em danos mecânicos, desperdício e maior exposição a vapores nocivos.
Ultrapassar o nível recomendado pela fabricante do veículo aumenta a pressão no sistema de emissões, podendo saturar o cânister e elevar a quantidade de poluentes liberados no ar. Para os profissionais que trabalham nas bombas, o contato excessivo com combustíveis representa um risco adicional à saúde.
A maneira mais segura de abastecer é respeitar o corte automático da bomba. Se o manual do carro indicar um ponto específico (primeiro, segundo ou terceiro desarme), é importante seguir essa recomendação. Na ausência do manual, utilizar o primeiro desarme como padrão evitará problemas e garantirá que o veículo funcione corretamente.
Impacto no sistema de emissões
No início dos anos 1990, as montadoras implementaram o uso do cânister com carvão ativado para capturar vapores provenientes do tanque e reencaminhá-los para o motor na mistura ar-combustível. Esse sistema não só reduz poluentes como também melhora a eficiência energética e diminui odores tanto dentro quanto fora do automóvel.
Quando se tenta encher até a boca, o combustível ultrapassa o espaço destinado aos vapores e chega ao cânister. Isso resulta na saturação do carvão ativado, fazendo com que ele perca sua funcionalidade, gerando assim a necessidade de reparos dispendiosos.
Com um cânister danificado, há um aumento nas emissões e uma piora no controle dos odores.
Consequências de abastecer além do limite
Exceder na quantidade abastecida facilita vazamentos pela boca do tanque e pela linha de respiro; como consequência, gasolina ou álcool podem atingir outras partes do veículo e comprometer a pintura. Além disso, o peso extra do combustível pode elevar o consumo, tornando inútil qualquer tentativa de economia.
O ato de encher demais aumenta a exposição dos frentistas ao benzeno, substância considerada cancerígena. Cada transbordo potencializa tanto a inalação quanto o contato direto com esse produto tóxico.
Por fim, a combinação entre escapes e vapores não tratados contribui para aumentar a poluição nas áreas urbanas.
Dicas para um abastecimento seguro
Cerca em parar o abastecimento no modo automático e avise ao atendente antes de começar. Em seguida, consulte o manual para identificar qual desarme utilizar: primeiro, segundo ou terceiro. Se não tiver acesso ao manual, prefira sempre o primeiro desarme para proteger seu sistema.
Mantenha esse cuidado também buscando manutenção sempre que perceber odores de combustível ou quando acender a luz indicadora de emissões.
Evitar encher até a boca é uma maneira eficaz de economizar realmente e reduzir riscos. Assim, você protege o cânister, economiza dinheiro, diminui a poluição e colabora com a segurança da equipe do posto contra os efeitos do benzeno.
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